- Quer arrumar uma namorada linda, carinhosa, et cetera, perfeita?
- Como é uma namorada et cetera?
- Você entendeu. Quer ou não quer?
- Não, obrigado.
Silêncio.
- Se você não disser que quer, não posso concluir meu raciocínio.
- Mas eu não quero.
- É linguagem figurada.
- Eu já tenho namorada.
Silêncio. Algúem começa a ficar irritado.
- Tá, vamos supor que eu não tivesse namorada e que eu estivesse desesperado para namorar a tal et cetera. E aí?
- Ah, bem. E aí que você não conseguiria achar ninguém que lhe satisfizesse.
- E a et cetera?
- Não era ninguém específico. Era só para descrever uma pessoa bacana.
- Ahhhhh. E aonde você quer chegar? - cada vez mais incrédulo no rumo insólito da conversa.
- Quero dizer que quanto mais você procura, mais difícil fica você encontrar. Vou tentar enunciar esse postulado de forma diferente: "quanto mais avidez há na busca do prazer, mais fugidia se torna sua realização."
Ambos pensativos.
- Em que borracharia você ouviu isso? - foi a última das provocações. Mas que depois ficou pensando no assunto, ah, isso ficou.
O Paradoxo do Hedonismo
terça-feira, 27 de janeiro de 2009Postado por Rafael Leal às 4:17 AM